terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SUGESTÕES PARA A LITURGIA DOMINICAL NOS DOMINGOS DE FEVEREIRO


5º DOMINGO DO TEMPO COMUM
- SER LIVRE PARA SEGUIR -
1º DOMINGO DE FEVEREIRO – 05/02/2012
       ORIENTAÇÕES:
1.    Frase para o espaço celebrativo: “Todos estão te procurando”.
2.    No Ato Penitencial, providenciar uma bacia com água para aspersão; durante a aspersão cantar o canto: “Banhados em Cristo”.
3.    Se possível após a bênção final, unção com óleo santo para os fiéis. No momento da unção cantar:  “Renova-me’’ ou ‘’Cura senhor onde dói”.
    

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM
- O PODER SOBE A MARGINALIZAÇÃO! -
2º DOMINGO DO MÊS DE FEVEREIRO – 12/02/12

ORIENTAÇÕES:
1.    Frase para o espaço celebrativo: “Eu quero: Fica curado!”
2.    Que o ato Penitencial seja feito após a homilia. Preparar papéis para a assembléia escrever seus pecados e pedidos de cura. Fazer a queima dos papéis.
3.    Preparar vaso e fósforo para a queima que será feita em silêncio, sem canto.
4.    O canto do glória (hino de louvor) dever ser depois do ato penitencial.
5. Após o canto do glória (hino de louvor) o abraço da paz.



7º DOMINGO DO TEMPO COMUM
- O PODER SOBRE O PECADO -
3º DOMINGO DE FEVEREIRO – 19/02/2012
ORIENTAÇÕES:
  1. Frase para o espaço celebrativo: Filhos, os teus pecados estão perdoados!
  2. Ato Penitencial: Com aspersão.
  3. O Evangelho se possível dialogado.
  4. Lembrar que Quarta-feira de Cinzas, é dia de Jejum e Penitência.

INÍCIO DA QUARESMA
- ABRI ESPAÇO PARA DEUS -
QUARTA-FEIRA DE CINZAS – 22/02/2012

ORIENTAÇÕES:
1.      Frase para o espaço celebrativo: “Ficai atentos!”
2.      Preparar cinzas
3.      Preparar água para lavar as mãos do celebrante após a distribuição das cinzas.
4.      Cantos voltados para a penitência.
5.      Durante a celebração três momentos são omitidos: o hino de louvor; o ato penitencial será substituído pela imposição das cinzas e a profissão de fé.
6.      Abertura da Campanha a Fraternidade. 


1º DOMINGO DA QUARESMA
- JESUS ENFRETA O MAL -
4º DOMINGO DE FEVEREIRO – 26/02/12

ORIENTAÇÕES:
1.    Frase para o espaço celebrativo: “Convertei-vos e crede no Evangelho
2.    Colocar o cartaz da CF2012 em um local de destaque.
3.    Não se canta o glória em todo o período quaresmal.
4.    A cor litúrgica é o roxo, exceto no quarto domingo que é róseo.
5.    Que no espaço celebrativo seja observado o silêncio.
6.    No ato penitencial não usar instrumentos musicais.
7.    Fazer parte da procissão de entrada pessoas que trabalham na área da saúde. Se possível, com sua roupa e instrumentos de trabalho.
8.    Cantos: Seguir as orientações da CF 2012.
9. Preparar a oração da CF 2012 para a assembléia para ser rezado após as preces da comunidade.


          Equipe de Animação Litúrgica da AMT

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

“SINTONIA INTEGRAL COM A BÍBLIA”

A Sagrada Escritura é de fundamental centralidade em nossa caminhada de fé, não podemos caminhar de forma firme e consciente em nossa fé sem ter na mão e no coração a Bíblia. Sabemos que por muito tempo ela representou apenas mais um livro em nossas prateleiras, ou algo tão sagrado que se reserva o seu manuseio a um pequeno Grupo. 
O tempo nos ensinou que a Palavra de Deus precisa está em nossas mãos e conectada ao nosso modo de vida. Ela é verdadeiramente lâmpada para nossos pés. Se a Palavra estiver enraizada em nosso peito, vamos longe, vamos onde Deus nos envia.
A área Missionária Tarumã está desempenhando um trabalho muito plausível, que é colocar nas mãos dos fiéis a Sagrada Escritura, uma iniciativa muito inspirada e em profunda sintonia com os anseios das Diretrizes Gerais 2011-2015. Isso é motivo de alegria e de esperança, pois conhecer a Bíblia é conhecer os caminhos pelos quais Deus se revela e se dá a nós.
Quando nos propomos a ler, estudar viver a Palavra de Deus, devemos ter claro que o conhecimento desse Santo Livro nos provoca a fazer um “link” com cotidiano da nossa vida, sem esse link, corremos o risco de cair o fundamentalismo, fanatismo, literalismo, proselitismo, exclusivismo, egoísmo e tantos outros “ismos”. Essas distorções não ajudam em absolutamente nada para uma visão mais clara da ação salvífica da ação de Deus na história e na vida da nossa comunidade hoje.
No desejo que todos nós possamos nos apaixonar cada vez mais pela Palavra de Deus, penso ser válido compartilhar esses tópicos acerca do estudo bíblico feito pelo SAB (Serviço de Animação Bíblica). Ele nos aponta as seguintes pistas para um enriquecimento da leitura da Bíblia e o compromisso com Reinado de Deus na integridade da vida:
“O estudo da Bíblia exige uma metodologia integral, que envolva não só a inteligência, mas também o coração, a liberdade e a comunidade.
Com a inteligência, pode-se conhecer a experiência do povo da Bíblia:
·         Descobrir o conteúdo da Bíblia;
·         Conhecer o processo de sua formação;
·         Compreender a teologia e a antropologia que ela revela.
Com o coração, é possível reviver essa experiência:
·         Entrar na história da Bíblia, relendo a história pessoal e a da comunidade à luz de Deus.
·         Realizar a partilha reverente e efetiva da história
·         Deixar que a linguagem humana mais profunda aflore e expresse a vida e a fé.
Com a liberdade, a pessoa pode assumir atitudes novas:
·         Deixar-se iluminar e transformar pela força da bíblica;
·         Viver atitudes libertadoras e transformadoras;
·         Fazer da própria vida um testemunho da Palavra de Deus.
Com a comunidade, podemos construir o projeto de Deus.
·         Iluminar as diversas situações da vida;
·         Compartilhar as lutas e os sonhos do povo;
·         Comprometer-nos com a transformação da realidade”. (Fonte: SAB – Visão global 1º).
Acredito que esses pontos nos ajudam a perceber que não podemos ficar parados no mesmo estágio após a experiência com o Deus amor que está sempre conosco.
Agora, caríssimo irmão e irmã, animados pela Palavra de Deus, vamos sair da zona de conforto e partir em direção as famílias de nosso bairro que esperam nossa visita. Vamos partir em direção as comunidades ribeirinhas que esperam por nossa presença gratuita. Vamos partir em direção... Deus quis contar conosco, vamos nessa?
            Frt. André Queiroz, sdn

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

COMUNIDADES DA ÁREA MISSIONÁRIA TARUMÃ

COMUNIDADE SANTA PAULINA
COMUNIDADE SÃO FRANCISCO

COMUNIDADE SÃO PEDRO DO CANIÇO
COMUNIDADE NOSSA SRA AUXILIADORA


COMUNIDADE BOM SEMEADOR

COMUNIDADE BOM SEMEADOR

COMUNIDADE SÃO GERALDO

COMUNIDADE SANTA CRUZ


COMUNIDADE SÃO MARTINHO

COMUNIDADE SAGRADO CORAÇÃO

COMUNIDADE SANTA ANA E M. MENINA

COMUNIDADE NOSSA SENHORA DA LUZ

COMUNIDADE NOSSA SRA DA CONCEIÇÃO

COMUNIDADE SANTA TEREZA

COMUNIDADE SANTA LUZIA

COMUNIDADE NOSSA SRA APARECIDA

COMUNIDADE SÃO PEDRO

BÍBLIA: UM LIVRO ESCRITO EM MUTIRÃO

Hoje qualquer pessoa tem acesso ao Livro mais famoso do mundo: a Bíblia Sagrada. Ela já foi traduzida para todas as línguas (aproximadamente em 1685 idiomas).
A Bíblia foi escrita por partes e em diversas etapas. Começou a ser escrita, mais ou menos, pelo ano 1250 antes de Cristo – no tempo de Moisés – quando o faraó Ramsés II governava o Egito. A última parte da Bíblia foi escrita no final da vida do evangelista e apóstolo São João, por volta do ano 100 depois de Cristo. Portanto, foram  necessários 1350 anos para a Bíblia ser escrita.
O Museu Britânico e a Biblioteca do Vaticano guardam as cópias mais antigas da Bíblia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FÉ CRISTÃ: A MÚSICA EXECUTADA

Adicionar legenda

Para explicitar a fé cristã, uso da analogia como um instrumento musical, o violão, mostrando como o revelar de Deus acontece para o homem e no homem e este o entende e acolhe numa atitude de fé.
O violão, pronto para ser utilizado, seria o Cosmos sem a manifestação de Deus percebida pelo homem. Seria simplesmente objeto. Porém, a partir do momento em que for executado, passará a ser sacramento do Criador.
A Revelação de Deus seria a caixa de ressonância não limitada em seu espaço físico, mas entendida como a relação dinâmica que possibilita a compreensão das notas executadas. É a caixa de ressonância que nos permite entender a música que nos traduz algo transcendente. É nesse momento que fazemos a experiência do Deus revelado. Compreendemos o seu amor infinito.
Adicionar legenda
Nós, as criaturas de Deus, as cordas. São variadas e cada uma com o objetivo de produzir notas diferentes, porém, em harmonia uma com as outras. É importante pois, entender a individualidade de cada pessoa: sua cultura, sua crença, seus anseios. Desse modo, torna-se fácil um convívio, uma partilha de experiência que nos faz aproximar mais de Deus e entender sua revelação. Para isso, como as cordas, é preciso que estejamos afinados uns com outros. Ter o mesmo objetivo, embora o caminhar seja diferente.
Quando se toca um violão, nem sempre as cordas estão afinadas. Isto fere o ouvido de qualquer um, mesmo que este não entenda de música. Aliás, fica impossível tocar uma música num violão com cordas desafinadas. A primeira atitude a tomar é afiná-las.
Assim, enquanto não estivemos em harmonia uns com outros, fica difícil entender o projeto de salvção de Deus que é para todos. Afinar, é preciso: o violão é simples, basta uma rodadinha na tarraxa, um toque na corda conferindo-a com as outras, outra rodada, mais um toque… Enfim, em harmonia. Já os homens, não. Exigem-se da parte deles, renúncia, tempo e muita abertura para aceitar o novo. Um colocar-se à disposição. Tomar as mesmas atitudes de Cristo.
Portanto, a fé seria a música acontecendo, ou seja, a resposta às interpelações de Deus.

                  Pe Luiz Paulo Fagundes, sdn

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

COMO LER A BÍBLIA

A Bíblia é o livro mais vendido do mundo. Com certeza, ela não é só um enfeite nas estantes das casas, mas é lida individualmente, narrada de pais para filhos e estudada no diversos grupos de caminhada. A maioria das pessoas se interessa em conhecê-la – isto estamos experimentando aqui na Área Missionária Tarumã – gosta de lê-la, quer entendê-la, afinal, a Bíblia ajuda a libertar de escravidões e constrói vida. Abre os olhos e ensina a ver. Ela é como se fosse nossos olhos, pois mostra-nos o caminho e dá direção aos nossos pés.
Estudar a Bíblia em grupo é um trabalho ardúo, pois significa conhecer o seu conteúdo distribuido numa coleção de livros que contêm as experiências do povo com Deus pôr mais de 2000 anos. Também é um trabalho difícil porque, muitas vezes, cada um leva as coisas, colocando na boca da Bíblia as palavras que quer ouvir, que aprova e que acha certo. Isto pode tornar-se um problema, pois não permitimos que o testemunho bíblico fale pôr si. Além disso, a maioria das pessoas acha que pode encontrar respostas fáceis na Bíblia, ou manipula o conteúdo e lê somente partes que agradam. Para estudar a Bíblia, como fundamento autêntico para toda a nossa vida, necessitamos paciência, dedicação, vontade, compreensão e um jeito específico, uma metodologia.
Existem vários jeitos de ler a Bíblia, mas o fundamental é lê-la tendo presente à visão de mundo em que estamos inserido. Uma metodologia é ler a Bíblia com base no texto de Lucas 15, 8-9.
a)      Acender a luz: Não é suficiente compreender a história da vida daqueles que hoje lêem a Bíblia. Necessitamos conhecer a história do povo que viveu as narrativas bíblicas  e que, percebendo a ação de Deus em suas vidas, foi fiel e as registrou. É o ato de iluminar a vida, ontem e hoje.
b)      Varrer a casa: Processo de reapropriação da Bíblia. É retirar a poeira acumulada (opções, prioridades nunca postas em práticas), deslocar móveis pesados e nunca arrastados (tradições, costumes), evitar a seleção de preferências de textos, evitar preconceitos e relações apressadas.
c)      Procurar diligentemente: É estabelecer um diálogo com o texto. Manter-se fiel ao texto. Perguntar pela vida concreta é perguntar pela forma de organizar a vida: o trabalho, a vida social, as relações entre pessoas (homem-mulher, adulto-criança), poder político, o saber, a religião, a cultura /costumes.
d)     Reúne amigas (os) e vizinhas (os): O achado não é assunto particular, nem serve para satisfação interior. A leitura da Bíblia não é assunto particular. Exige rua, relações, vizinhança, comunidade e é ecumênica.
e)      Alegrai-vos: Convoca para o louvor, a celebração: “o que está perdido, foi achado”. A espiritualidade é motivação. 


                               Colaboração: Frt. Wilson Nascimento, sdn

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MISSÃO DA IGREJA: MISSÃO DE JESUS

Quando lemos o Evangelho segundo João, no início, já constatamos que Jesus, o Verbo, antes de sua encarnação, estava junto de Deus; era Deus (cf. Jo 1,1). Sua vinda não era dado ao acaso. Tinha uma missão: fazer a vontade daquele que o enviou. Eis que vim para fazer a tua vontade (Hb 10,9). E a vontade daquele que o enviou era que nenhum que o visse se perdesse e acreditando nele teria a vida eterna (cf. Jo 6,39-40). O desejo de Deus em Jesus Cristo era aproximar de nós na medida em que nos aproximássemos de Jesus. Aquele que me vê, vê Aquele que me enviou (Jo 12,45); Eu e o Pai somos um (Jo 10,30).
Jesus é o Verbo que, com sua encarnação, nos traz Deus e nos leva a Ele. Analogicamente, podemos dizer que Jesus é a ponte que nos une a Deus e vice e versa. Não que Deus estivesse afastado de nós, mas, o Povo de Deus, devido aos seus erros, o não cumprimento das alianças, foi se afastando dele, até que, com a nova e eterna aliança: entrega amorosa de Jesus, na obediência ao Pai, nos resgatasse definitivamente para Ele. Jesus recupera em nós aquilo que tínhamos perdido, o desejo de e das coisas de Deus.
Ele veio a este mundo como luz, para que todos aqueles que nele crêem, não fiquem nas trevas (Jo 12,46), mas tenham a vida eterna, e sendo Ele luz de Deus nos incentivou a sermos luzes também, pois como tal, modificaria toda realidade de trevas (cf. Mt 5,14-16). E ainda. Sendo Ele o Verbo encarnado nos convida a acolher suas palavras que não são suas, pois não fala por si mesmo, mas são palavras daquele que o enviou. O que fala é mando de Deus (cf. Jo 12,48-49).
Jesus tem fala de formas variadas: nos fala através de seu modo de viver simples, ensinamentos de vida, cuidado com os pobres, amor incondicional na entrega absoluta, confiança no Pai… nos fala no cuidado com o homem todo e todo homem. Vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Se, pois eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis, também vós, lavar-vos os pés uns aos outros; pois é um exemplo que vos dei: o que eu fiz por vós, fazei-o vós também (Jo 13,13-15).  Jesus deixa claro o que devemos fazer, e, se praticarmos, seremos felizes (cf. Jo 13,17).
Ele vai para céu. Voltando para o Pai a missão fica conosco, Igreja de Deus. Somos enviados por Ele como o pai o enviou (cf. Jo 20,21). Mas não estamos sós, eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos tempos (Mt 28,20) e nos envia o Paráclito de junto do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai (cf. Jo15,26). Quando vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à verdade plena, pois ele não fala de si mesmo,  mas dirá o que ouvir e vos comunicará tudo o que está por vir (Jo 16,13), portando o Espírito dá testemunho de Cristo aos discípulos, e por eles ao mundo (cf. Jo 16,5-15).
Os atos dos apóstolos nos apresentam isso. Até podemos dizer que os seus atos são os atos do Espírito. É a Igreja agindo sob a direçao do Espírito de Deus.
Na Igreja da Antioquia, por exemplo, certo dia, celebrando a liturgia em honra do Senhor, o Espírito Santo age. Paulo e Barnabé são enviados para uma nova missão para anunciar a Palavra de Deus (cf. At 12,24-13,5a). A ida deles não é uma iniciativa isolada, mas de uma comunidade que, obediente à inspiração do Espírito, se organiza e toma a iniciativa de uma evagelização sistemática ao mundo pagão. A missão dos dois “enviados especiais” é sinal, por um lado, da extraordinária vitalidade religiosa da comunidade e, por outro lado, da exata tomada de consciência da destinação universal do evangelho, que o cristianismo primitivo sente como tarefa sua (Missal Cotidiano).
Hoje, a difusão da Boa Nova de Cristo, que é de Deus, conta com todos aqueles(as) que se põem a serviço da Palavra onde quer que estejam. Como Igreja, devemos estar abertos a ação do Espírito de Jesus que nos comunica a vontade do Pai, que é sua vontade, e que a mesma seja conhecida e vivida nas famílias, escolas, meio jovem,… na sociedade toda. Assim, estaremos cumprindo nossa missão: tornar conhecido Jesus que nos revela Deus.


                Pe Luiz Paulo Fagundes, sdn